Bandeira Vermelha e Negra da FASP

Bandeira Vermelha e Negra da FASP
Bandeira da Federação Anarquista de São Paulo

A Confederação

" Quando a Confederação chegar nenhum muro, casa, apartamento, Status Cow, propriedades, radicais e trabalhos vão separar você de você que sera o carrasco e a vitima de você mesmo.
Por tanto se amem e sejam felizes, pois os bons frutos seram multiplicados e os maus frutos serão punidos em meu jardim.
Estou cansado de ganhar almas de Ingratos que ganharam tudo isto aqui e me prodizem maus frutos no paraizo. "

The Proibid

A Coluna Anarquista Organicista

A Federação Anarquista é a Espinha Dorsal do Anarquismo

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Anarquismo e Cristianismo Libertario, balaio de gatos no Brasil



Quando as perseguições religiosas aconteceram na Europa se alastrando pelo Mundo, logo se iniciou a configuração da inquisição, e os diversos cultos politeistas entre muitos outros, como os devotos da Deusa Vênuz, Deusa do Amor, tiverão que Resistir frente ao Monoteismo.
Os seus devotos politeistas, convertidos ao Cristianismo Catolico, se organizão em torno das figuras das Santas Catolicas, entre outras; Santa Ana foi eleita por estes grupos.
O Mundo viveu entre muitas guerras, e a Igreja Catolica abrigou estes devotos convertidos, nascendo entre estes até a conhecida Teologia da Revolução e a Teologia da Libertação.
Destes grupos nasce o Anarquismo, devotos do amor que falam em Revolução, e participam de Movimentos de Libertação.
O Anarquismo apareceu como um grande movimento, impusionado por um grupo de fieis ativos, e muito rico em diversidades.
Um pouco antes, com a construção das Catedrais Catolicas aqui em São Paulo, estavão na mesma Igreja os protestantes, como ilustra os Santos Espostos no Mosteiro de São Bento.
Colocando no mesmo saco de gatos, além de Catolicos e Protestantes, grupos convertidos de Matrizes diferentes.
Tinha os devotos de Vênuz e de Marte, Celtas e Cristãns, entre outros que ainda não reconhecemos suas matrizes, mas em conversas sabemos diferenciar que existe a tal diferença, o tal saco de gatos.
Isto se ve com aqueles que no Anarquismo falam e separam grupos, como o Especifismo, o Sindicalismo Revolucionario, o Anarco-Sindicalismo, o Movimento Maio de 68 ou Situacionismo como ficaram conhecidos, entre novos grupos que vem surgindo, como os altonomistas e outros, mostrando que o anarquismo é um, mais que existem grupos diverentes no Anarquismo.
Na Teologia da Libertação se encontra a convergencia de membros da Teologia da Revolução, e estes fazem do Catolicismo Brasileiro o mais Protestante do Mundo.
Na atual Igreja Catolica o Papa Bento que pertenceu as Juventudes Nazistas, altentica até a Separação do Matrimonio (Sacramento Catolico), se o fiel provar, os requesitos pedidos pela Curia Papal.
A Revolução Anglicana no Catolicismo é um fato Social, Politico, Ideologico e Religioso na atualidade, e a historia não só volta a acontecer, como nos falava o Judeo Alemão Karl Marx, como se aos poucos na "Matrix", se vê novamente a Igreja tornando-se em um novo sistema em recuperação, como em um d'Javu.
Os Catolicos são conhecidos por darem os seus votos a uma Santa Virgem, mãe de Deus, e se tornarem por isto pivos do Cristianismo Paulineo.
Suas esposas só podem casar de Branco na Igreja se forem virgens, isto fez o Catolicismo perder o rebanho e as igrejas evangelicas lotarem, pois la se pode casar quantas vezes quizer.
No Senso 2010 o PDA, tinha mais de quinze opções de Catolicismo, oque fez muitos grupos protestantes, perderem o titulo, pois fizerão a Revolução Anglicana e Protestante, antes que o sistema Ideologico-Religioso do Catolicismo admitice a diversidade dentro do Catolicismo.
Sera que os Catolicos vão eleger Madalena, para ter mais fieis ?
Pois a mentira que Jesus Cristo se Casou com Santa Madalena, é a com mais "nariz grande de Pinokio" já vista nas especulações religiosas, pois no famoso e polemico quadro do Leonardo da Vinte "mulheres" que eu faço o rolo, criou tal especulação da Santa Ceia ou Reunião Maçonica, do Rei e dos seus suditos, já vista por Hooliwood é o Xuxexo, antes da Tabola Redonda do Rei Arthur e os seus honrrados soldados de Deus, Cavaleiros Templarios a busca do Santo Grau de Cristo.
Pois quem conhece a Historia sabe que "Jesus Cristo" criou um grupo só de Homens, em uma especulação, uma celula Maçonica, e nesta era restrito e impedido a participação das mulheres, por tabela a participação de Santa Madalena.
O dinheiro do Trabalhador que deu o nome ao Crusificado, de Jessus Cristo se alastrou, e nunca tanta gente rezou para Gesso e Cristal.
Como em uma macumba de fundo de quintal, um trabalho mau feito que toma corpo, e se reconstitui em escritos tão fieis como o seu nome "Jessus Cristo", só compete para o trabalho chamado Allan Kardeck, ou a lãn e os Cardaços, da conspiração do mestre Cebolinha, e a atual privatizada e orelhuda TeleMônica.
Mau sabião os Anarquistas, que oque eles estavão fazendo iria se tornar Estado no Brasil, da Utopia Democratica e Popular, da Sociedade Alternativa Santo Eduardo ou ST. Edu Chaves.


"Entramos em uma já Furada"

1) Perseguições Religiosas;
2) Inquisição;
3) Devotos de Venuz;
4) Teologia da Revolução;
5) Protestantes do Catolicismo;
6) Teologia da Libertação;
7) Macumba de quintais ...


Sites:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mosteiro_de_S%C3%A3o_Bento_(S%C3%A3o_Paulo)
http://www.mosteiro.org.br/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Santa_Ana
http://www.anaflavia.com.br/santaana.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ana_da_Gr%C3%A3-Bretanha
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ana_Bolena
http://pt.wikipedia.org/wiki/Henrique_VIII_de_Inglaterra
http://marytudor.hpg.com.br/irmaos_e_irma.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/V%C3%AAnus_(mitologia)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Santana_(distrito_de_S%C3%A3o_Paulo)
http://jornaldeangola.sapo.ao/18/0/catolicos_e_anglicanos_em_sintonia_no_dialogo_ecumenico





Refrão de Bolero

Eu que falei nem pensar
Agora me arrependo roendo as unhas
Frágeis testemunhas
De um crime sem perdão

Mas eu falei sem pensar
Coração na mão
Como um refrão de um bolero
Eu fui sincero como não se pode ser

Um erro assim, tão vulgar
Nos persegue a noite inteira
E quando acaba a bebedeira
Ele consegue nos achar num bar
Com um vinho barato
Um cigarro no cinzeiro
E uma cara embriagada
No espelho do banheiro

Ana teus lábios são labirintos, Ana
Que atraem os meus instintos mais sacanas
O teu olhar sempre distante sempre me engana, Ana
Eu entro sempre nessa dança de cigana.
Eu que falei nem pensar
Agora me arrependo roendo as unhas
Frágeis testemunhas
De um crime sem perdão
Mas eu falei sem pensar
Coração na mão
Como o refrão de um bolero
Eu fui sincero como não se pode ser

Um erro assim tão vulgar
Nos persegue a noite inteira
E quando acaba a bebedeira
Ele consegue nos achar num bar

Ana teus lábios são labirintos, Ana
Eu sigo a tua pista todo dia da semana
Eu entro sempre na tua dança de cigana

Ana teus lábios são labirintos, Ana
Que atraem os meus instintos mais sacanas
E o teu olhar sempre distante, sempre me engana
Eu sigo tua pista todo dia da semana

* Texto de autoria do grupo titulado: Draud'nistas.
* Composição: Humberto Gessinge, Banda Engenheiros do Hawaii
* Dedicação aos Falecidos: Celedonia, Antonio, Valdemar, Pedro, Ruth, Reinaldo.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Sociedade barra passeata Nazista

 

31 de julho

Alertado por denúncia de leitor do DIÁRIO, Ministério Público proíbe ato no vão livre do Masp em homenagem a auxiliar de Hitler

Denúncia do grupo "Movimento Anarcopunk", que se designa antifascista, levou o Ministério Público de São Paulo a proibir a realização de marcha de uma gangue que faz apologia ao nazismo. A passeata estava marcada para o dia 14 de agosto, às 16h, e partiria do vão livre do Masp, na Avenida Paulista, seguindo até a Praça Oswaldo Cruz, na Consolação.
O "Anarcopunk" registrou em dossiê como o grupo neonazista se organizava para a realização da passeata. O DIÁRIO também recebeu a denúncia e procurou o MP para conhecer suas providências. Alertado pelo jornal, o MP decidiu pela proibição.
A manifestação seria para lembrar os 23 anos de morte de Rudolf Hess, nazista que foi o principal auxiliar de Adolf Hitler durante toda sua trajetória até o governo alemão.
A Promotoria de Justiça de Direitos Humanos de São Paulo interferu na organização da caminhada, pois fere o artigo 20 da lei 7.719/1989, que não permite propaganda com a suástica para divulgar o nazismo.
A caminhada estava sendo discutida em fóruns abertos em sites da internet. O principal site a agregar as informações sobre a passeata, era o da "Stormfront", uma comunidade que se diz nacionalista e defensora da causa dos brancos.
Os integrantes não se identificam nas mensagens de apoio ao movimento. Muitas delas sugerem como a marcha poderia ser feita sem que a polícia interferisse. "Favor não levar nada que cause problemas com as autoridades", dizia o panfleto exibido na internet.
Confrontos
O MP enviou ao prefeito Gilberto Kassab uma carta de recomendação para não autorizar a realização do ato público pois temia-se ocorrência de confrontação física. A Prefeitura informa não ter recebido soliticação a respeito.
"O Ministério não quer violar os direitos e liberdades de outros, mas é preciso ir contra aqueles que ferem as leis. Impedir uma reunião pública dessas, é uma maneira de coibir um possível confronto violento", analisou Adriana Galvão, membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB.
O Comando Geral da Polícia Militar, a Guarda Civil Metropolitana, o Delegado Geral e os provedores de internet que mantêm no ar os sites que fazem apologia ao crime, também receberam recomendação do Ministério Público para não aceitar qualquer solicitação do movimento neonazista.
A reportagem do DIÁRIO enviou uma mensagem por e-mail para os organizadores da passeata para ouvi-los, mas não obteve resposta.
Essa é a segunda passeata proibida neste ano com concentração prevista para o vão livre do Masp. O MP também impediu a "Marcha da Maconha", que havia sido marcada para acontecer em fevereiro .
Grupos de skinheads  atacam gays, negros e judeus
A Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) atua em São Paulo na identificação de grupos que se intitulam neonazistas, e atuam com violência contra negros, homossexuais, nordestinos e judeus. A pregação desses grupos é a da segregação, assim como ditava o nazismo.
Um caso recente de violência de neonazistas foi na Parada Gay de 2009, quando o grupo "Impacto Hooligan" jogou uma bomba caseira na Rua Vieira de Carvalho, tradicional reduto de bares gays. Mais de 40 pessoas ficaram feridas. A polícia prendeu sete pessoas envolvidas no crime, que teriam planejado o atentado uma semana antes.
No mesmo ano, foi assassinado o cozinheiro Marcelo Campos Barros, de 35 anos, que passava pela Praça da República após a Parada Gay. Ele foi agredido com pancadas na cabeça e morreu dias depois. Em 2007, no mesmo evento, o francês Gregor Erwan Landouar, de 35 anos, foi morto com uma facada no abdômen pelo punk Genésio Mariuzzi Filho, apelidado de Antrax. Ele se disse integrante da gangue "Devastação Punk", e que também tinha relações com o "Impacto Hooligan". A agressão ao francês foi justificada como "pura revolta".
Em maio de 2009, uma quadrilha de neonazistas foi desarticulada no Rio Grande do Sul.  Pelo menos 50 pessoas  planejavam atentados a sinagogas no país, inclusive em São Paulo.  Um dos grupos era o "Blood & Honor".


de http://www.diariosp.com.br/_conteudo/2010/07/3109-sociedade+barra+passeata+nazista.html

Nota Faspiana: A FASP é uma Entidade Politica de constituição juridica da Esquerda Libertária e apoia integralmente todo ato contra o altoritarismo, seja na mascara que for, sobre o titulo que for (nazismo, fascismo, ismo...).
Mas adverte: Os Portugueses, o chamado rosto da Europa, não perde tempo, pois um maior chega logo atraz dele, saião da frente, pois quem cú tem ... ou gosta ou chora !
Em Solidariedade ao Movimento Anarco Punk (M.A.P.).

  

terça-feira, 4 de maio de 2010

JORNAL CAOS

Aquira Publicações Libertárias e contribua com a
Federação Anarquista de São Paulo

PEDIDOS PELO E-MAIL:

Ou pelo correio:

FASP 
Caixa Postal: 12067
CEP: 02013-970
SANTANA
SÃO PAULO - SP
BRASIL

-------------

Jornal o Libertário R$ 1,00




---------

Jornal CAOS:


Unidade               - R$ 01,00
Pacote com 10     - R$ 08,00
Pacote com 20     - R$ 15,00
Pacote com 50     - R$ 35,00

segunda-feira, 29 de março de 2010

Show da PittY acaba em Truculencia Militar em Guarulhos


A roqueira Pitty e sua banda se apresentaram de graça em Guarulhos no domingo (28/03/10). 
O show, realizado às 13h no parque da Unifesp, no bairro dos Pimentas, fez parte das comemorações dos 130 anos de emancipação política dos pexinhos do município paulista de Guarulhos.

De seu mais recente trabalho, o CD Chiaroscuro, que acaba de ser lançado em vinil, a cantora deve incluir no repertório as músicas Fracasso e Me Adora, sem deixar de fora sucessos de seus álbuns anteriores, como Máscara, Admirável Chip Novo, Teto de Vidro, Equalize, Na Sua Estante, Déjà Vu e Pulsos


Uma Guerrilha Cultural de jovens Libertarios com seus cabelos coloridos estiveram lá, entre eles um destaque para os EMO's, Anarco-Punk's, STERI EDGE's, RED SKIN's, entre outros.

Uma Bandeira Negra do Exercito Revolucionario Anarquista, balançou das 11h até o fim do Show da Pitty como se estiveses em um NX0 (Navio Pirata Fantasma).

O Movimento Passe Livre, fez um apitaço de protesto contra o almento da tarifados de onibus distibuindo panfretos e exibindo cartazes com um forte mega fone, gritando a ordem do dia insurgente.

No final do belo Show da Pitty a policia militar sem avizar começa a disperçar os jovens e menores de idade a base de pancadas, gás lacrimogenio e balas de borrachas.

Num triste final de homens Fardados pensando serem membros deste Estado Cristão de São Paulo ou Até mesmo militares que se quer respeitam ou protegem os cidadãos de um Estado Cristão.

Estes homens fardados desrrespeitaram os direitos das crianças e adolocentes que estavam no Show da Pitty, com toda esta trucolencia de animais humanizados que são.

Cabe aos pais destes Jovens a denuncia Pubrica de Abuso de altoridade com menores de Idade.

Nos do Ministerio da Educação e da União Democratica Estudantil, do Exercito do Barro Branco, da Federaçâo Anarquista de São Paulo, do ministerio da SE, denunciamos  estes homens fardados que pensam serem militares, mas são uma corja de assacitos do Povo de Deus.

quarta-feira, 10 de março de 2010

1º DE MAIO " Heróis e Rebeldes "

1º de maio no CCJ
Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso
Avenida Deputado Emílio Carlos nº  3641 - 
Terminal Nova Cachoeirinha

* 1 º de Maio: Heróis e Rebeldes *


" Para o alto e avante "
Radical ED
  
- Mural de exposição, cartazes e desenhos de Cardines;
- Lançamento do Jornal CAOS;
- Vídeo e Palestra.




Mural com exposição de cartazes e desenhos do cartunista Cardines



Mural e cartazes do cartunista Cardines; 
Salão de convívio as 10:30 hs. 
Histórico: Cardines é um jovem desenhista e inicia seu trabalho cultural com desenhos políticos e cotidianos e tem um traço especial em tudo que faz, talvez por gostar do que faz. Cardines participa e colabora com inúmeras publicações entre elas o Jornal CAOS. Blog Cardinez: http://cardines.blogspot.com/



Lançamento do Jornal CAOS

Mesa de lançamento do jornal CAOS, um projeto cultural e político, com HQ's e textos do Undergrond Paulista, com a FASP; Salão de convívio as 10:30 hs. 
Histórico: A Federação Anarquista de São Paulo, surge com jovens estudantes e trabalhadores, que reunidos buscavam perspectivas junto aos Movimentos Sociais. Com um caráter especifico de juventude que buscava promover cultura e educação junto a clássica “Luta de Classes”. Vindo a FASP a adotar o especifismo como organicismo político ideológico da Juventude Libertaria em São Paulo e se constituindo em associação de jovens, para promover entre outras atividades um Jornal.
Sitio: www.fasp-br.org

E-mail:fasp-caos@riseup.net
Cx. Postal: 12067 - Cep: 02013-970

Santana - São Paulo - SP


Vídeo e Palestra

Vídeo e palestra com o Centro de Cultura Social Antonio Martinez e convidados, sobre Cultura Social e o 1º de Maio. Sala as 11: 15 hs.
Histórico: O Centro de Cultura Social Antonio Martinez é uma entidade comunitária e popular que é pautada pelo resgate dos princípios classistas,  onde seus membros, que vem na historia do Centro de Cultura Social - SP e na vida do seu ilustre militante Antonio Martinez, uma identidade de classe. 
Site CCSAM:  www.ccsam.org
Outros CCS no Brasil:
CCS-RJ:http://ccs.sarava.org/ 
CCS-SP:www.ccssp.org.




A Internacional

De pé, ó vitimas da fome
De pé, famélicos da terra
Da idéia a chama já consome
A crosta bruta que a soterra
Cortai o mal bem pelo fundo
De pé, de pé, não mais senhores
Se nada somos neste mundo
Sejamos tudo, ó produtores

Bem unidos façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional

Messias, Deus, chefes supremos
Nada esperamos de nenhum
Sejamos nós que conquistemos
A terra mãe livre e comum
Para não ter protestos vãos
Para sair desse antro estreito
Façamos nós por nossas mãos
Tudo o que a nós diz respeito

Bem unidos façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional

Crime de rico a lei cobre
O Estado esmaga o oprimido
Não há direitos para o pobre
Ao rico tudo é permitido
À opressão não mais sujeitos
Somos iguais todos os seres
Não mais deveres sem direitos
Não mais direitos sem deveres

Bem unidos façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional

Abomináveis na grandeza
Os reis da mina e da fornalha
Edificaram a riqueza
Sobre o suor de quem trabalha
Todo o produto de quem sua
A corja rica o recolheu
Querendo que ela o restitua
O povo só quer o que é seu

Bem unidos façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional

Nós fomos de fumo embriagados
Paz entre nós, guerra aos senhores
Façamos greve de soldados
Somos irmãos, trabalhadores
Se a raça vil, cheia de galas
Nos quer à força canibais
Logo verás que as nossas balas
São para os nossos generais

Bem unidos façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional

Pois somos do povo os ativos
Trabalhador forte e fecundo
Pertence a Terra aos produtivos
Ó parasitas deixai o mundo
Ó parasitas que te nutres
Do nosso sangue a gotejar
Se nos faltarem os abutres
Não deixa o sol de fulgurar

Bem unidos façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional


.......................................................................


Hino Anarquista - FASP

Negras tormentas agitam  os ares 
Nuvens escuras nos impedem de ver.
Mesmo que nos esperemos a dor e a morte
Contra o inimigo nos chama o dever.


O bem mas valioso é a liberdade
  Ai que defender com fé e com valor.
Levante a bandeira revolucionaria
Que levara o povo a Libertação.


De pé trabalhadores para a batalha
Temos que derrotar a reação.
Para as barricas ! Para as barricas !
Pelo triunfo da Confederação.

quinta-feira, 4 de março de 2010


Carta de Principios da FASP

Carta de Principios da FASP

Federação Anarquista de São Paulo.
Gestão realizada pelo Núcleo 1º de Maio / FASP pró CAOS

Pretendemos somar experiências e esforços coletivos com
Anarquistas reunidos no Estado de São Paulo e com as existentes Federações Anarquistas no Brasil e no Mundo.
Aprofundando o debate com Grupos de Apoio a FASP sobre:
- Programa Político Anarquista;
- Princípios;
- Organicidade;
- Pratica de Inserção Social.

Por fim a FASP adota o especifismo como organicismo político ideológico.

E anunciamos que em breve estaremos lançando nossa Carta de Princípios e nosso Jornal nº 00


Pontos " X " da Carta de Princípios da
Federação Anarquista de São Paulo

- A Cidade construída pelos Anarquistas

- Catolicismo tradição cultural de classe

- A Religião dos Artesãos como filosofia

- As associações classistas

- A Educação como principio

- Um voto pela cultura social

- As crianças criam um herói

- Os Punk's da Freguesia do O

- Geografia urbana e o bairro do Edu Chaves

- Teologia da Revolução e Teologia da Libertação

- Catedral da SE ( Santo Eduardo )

- A Conquista do pão e do vinho

- Geografia Cultural; os Artistas tomam o cenário

- Do Leme ao Pontal

- O interior entra em cenário

- Por Júpiter e Marte

- Utopia Democrática e a questão da Ética Anarquista

- O Secretariado e a Tabula Redonda



......................................
OBS: LANÇAMENTO DO JORNAL CAOS DA FASP.

EM 1º DE MAIO DE 2010

AGUARDEM

----------------------------------------

Contato Oficial:
E-mail:  fasp-caos@riseup.net
Correio: FASP
CAIXA POSTAL 12067
CEP 02013 - 970
SANTANA
SÃO PAULO
BRASIL

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

CLUB EMO SEU ETERNO AMIGO


O Club EMO reúne EMO's e Fãs das bandas do movimento EMO, interessadas em atividades culturais, sociais, políticas e entre outras querer muito te conhecer.

Muitos nos perguntam qual é a nossa relação com o Anarquismo ?!
Costumamos dizer que:
- Que a nossa relação com o Anarquismo é a mesma de STREI EDGE's e Veganos, mas nossa temática é voltada para a Liberdade Juvenil e costumamos dizer também que os EMO's são STREI EDGE's Universitários.

Nos organizamos como grupos de amigos, em encontros livres, onde o Beijo ainda é a oposição mais sincera ao Poder. 
Diferente de ditos grupos Anarquistas que amenos são o que dizem ser, praticam censura e calunias, tentam organizar golpes em encontros políticos como o caso do grupo Anarquismo SP.

O Club EMO é um dos muitos grupos de apoio a Federação Anarquista de São Paulo.

Somos literalmente um grupo da Vila Penteado da cidade de São Paulo, unidos aos Punk´s da Freguesia do O+, ou Anarco Punk's se preferirem em termos exatos, entre outros grupos, do Parque Edu Chaves, São Mateus, Vila Guilherme, Vila Maria, Santana, Água Fria e Santa Terezinha em Santo André.

Declaramos que a nivel ideologico só temos fidelidade ao Santo Rei Eduardo do Anarquismo.

Para entrar em contato conosco: emoclub@uol.com
Ou pelo correio:
Caixa Postal 12067
CEP: 02013-970
São Paulo -SP


segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Cristianismo Libertário




A Era Cristã

"... Quando a mentira acabar ..."
MPB

- Arcanjo Miguel, o que foi que você me aprontou ?

- Um Cristo Pregado na Cruz.

- Arcanjo Miguel, porque você fez isto ?

- Porque o Rei Eduardo pisou e furou o pé e a mão em pregos no Bairro do Jaçanã.

- Arcanjo Miguel, não se faz isto com um Espírito Santo.


Hóstia Consagrada


Noz do núcleo Cristão Libertario, olhamos por voz.
E o mundo todo olha para o bairro do Jaçanã, em São Paulo.

E desejamos um Feliz Natal a todos, e que em 2010, a mentira e toda maldade cometida, desapareça do mundo.


Desenho capa do dvd: Marcelinho pão e vinho
Pão e vinho, entende-se Prodhon e Bakunin.

Do núcleo Cristão Libertario.
em apoio a FASP

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Fundação da Federação Anarquista de São Paulo - FASP

ESTATUTO SOCIAL DA
FEDERAÇÃO ANARQUISTA DE SÃO PAULO
Leis 10.406/2002 e 11.127, de 28 de junho de 2005.

ARTIGO 1º - DENOMINAÇÃO, SEDE, FINALIDADE E DURAÇÃO

A Federação Anarquista de São Paulo, neste estatuto designada, simplesmente, como FASP e ou Associação, fundada em data de 26 de Julho de 2008, com sede nesta capital Cidade de São Paulo do Estado de São Paulo é uma associação de direito privado, constituída por tempo indeterminado, sem fins econômicos, de caráter organizacional, político, social, educacional e cultural, sem cunho partidário, com a finalidade de atender a todos que a ela se dirigirem, independente de nacionalidade, sexo, raça, cor ou crença religiosa.

ARTIGO 2º - SÃO PRERROGATIVAS DA ASSOCIAÇÃO:

No desenvolvimento de suas atividades, a Associação observará os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, economicidade e da eficiência, com as seguintes prerrogativas:

I. A finalidade da Federação Anarquista de São Paulo é estimular, apoiar promover
nos meios populares e principalmente, entre associações comunitárias onde
estudantes e trabalhadores, estejam com possibilidades de cultura e educação
limitadas por toda espécie de empecilhos, o estudo de todos problemas que se
relacionam com a questão social.
II. Mantendo-se à margem de qualquer política partidária, a Federação Anarquista
de São Paulo trabalhará para desenvolver nos meios populares o espírito de
solidariedade de classe, para que se forme um ambiente social onde se alimente,
sempre em maior grau, os elementos favoráveis à elevação da personalidade
humana física e moralmente, cultural e profissionalmente e; por isso, condena
todas as formas de tiranias, que prejudiquem as liberdades individuais e coletivas;
todas as formas de exploração que anulam as possibilidades econômicas para o
desenvolvimento do individuo dentro da coletividade próspera e livre; todas as
formas de obscurantismo, que contribuam para o embrutecimento do indivíduo;
todos os vícios, hábitos e costumes que concorrem e que levam para o relaxamento
do caráter e para a corrupção moral e física da personalidade humana; por fim
apostamos, na grande qualidade e no forte potencial do desenvolvimento da
personalidade humana na historia.

Parágrafo Primeiro - De acordo com essas finalidades, a Federação Anarquista de São Paulo desenvolverá sua obra usando principalmente, dos seguintes meios, visando interessar não somente seus associados, mas os estudantes e trabalhadores em geral:

a) Promover ou auxiliar a realização de conferências, palestras comentadas e encontros em sua sede ou em outros locais públicos como associações comunitárias, escolas, universidades, grêmios e ou entidades de estudantes, sindicatos de trabalhadores e associações populares de fins específicos;

b) Organizar cursos de aperfeiçoamento em cultura, educação, esporte, profissões e de formação política, bem como cooperar com iniciativas que tenham por fim a fundação, manutenção ou desenvolvimento de espaços sociais e escolas populares de orientação solidária;

c) Fundar biblioteca comunitária em sua sede e sucursais constituída, principalmente, de obras e publicações periódicas que tratem de questão políticas, sociais, econômicas e correlacionadas;

d) Promover ou auxiliar exposições artísticas, científicas e profissionais de alcance popular;

e) Promover ações políticas e sociais para o desenvolvimento humano, cultural, econômico, social e ambiental;

f) Fundar um Jornal da Federação Anarquista de São Paulo;

g) Promover outras iniciativas que se tornem necessárias para o desenvolvimento da obra do Federação Anarquista de São Paulo e que estejam de acordo com seus princípios e orientações;

h) Auxiliar a fundação de núcleos com igual finalidade em bairros e em outras cidades, estabelecendo com os mesmos e com as entidades já existentes uma obra em conjunto;

i) Incentivar a fundação de outras entidades de iguais fins;

j) Construir uma Confederação do Anarquismo Organizado Socialmente, em âmbito internacional;

Parágrafo Segundo - Para cumprir suas finalidades sociais, a Associação se organizará em tantos núcleos quantos se fizerem necessários, em todo o território nacional, as quais funcionarão mediante delegação expressa da matriz, e se regerão pelas disposições contidas neste estatuto e, ainda, por um regimento interno aprovado pelo Congresso.

ARTIGO 3º - DOS COMPROMISSOS DA ASSOCIAÇÃO

A Associação se dedicara às suas atividades através de seus administradores e associados, e adotará práticas de gestão administrativa, suficientes a sua gestão, de forma individual ou coletiva, de qualquer forma, em decorrência da participação nos processos decisórios, e suas rendas serão integralmente aplicadas em território nacional, na consecução e no desenvolvimento de seus objetivos sociais.

ARTIGO 4º – DAS INSTANCIAS DELIBERATIVAS

São órgãos deliberativos da associação:
I. Congressos.
II. Conselhos.
III. Núcleos.

( Parte interna aos Membros Filiados )

ARTIGO 33º – DAS MATRIZES HISTORICAS

A Federação Anarquista de São Paulo reconhece como identidade de classe os movimentos de caráter comunitários horizontais, as uniões democráticas estudantis, as ligas de trabalhadores com base nos princípios do sindicalismo revolucionário, os movimentos populares de caráter libertário, os setores e movimentos de gênero, e de juventude autônomas.

Parágrafo Único – A federação Anarquista de São Paulo, reconhece como matriz histórica, a luta de classes e as luta contra a opressão, tendo como mártires e internacionais os movimentos que constituíram em torno dos dias 1º de Maio, dos trabalhadores, o 8º de Março, da mulheres, o 19 de abril, dos Índios, o 20 de novembro, da Consciência Negra, e o 28 de junho, dia do orgulho do povo do Arco – Íris.

ARTIGO 34º - DAS CORES E SIMBOLOS

A Federação Anarquista de São Paulo adota como símbolo uma bandeira com 3 (três) cores;

I. Bandeira Vermelha e Negra com um corte divisório em diagonal, com a cor vermelha acima e a cor negra abaixo.
II. Nome FASP escrito em letras Brancas.

Parágrafo Único – Os núcleos poderão eleger seu nome e símbolo local desde que se utilizem nestes a bandeira e as cores da associação.

ARTIGO 35º – DO RECONHECIMENTO DE NÚCLEOS

A Federação Anarquista de São Paulo reconhece até o momento somente o núcleo 1º de maio.

ARTIGO 36º- DO DOMINIO NA INTERNET

A Federação Anarquista de São Paulo reconhece até o momento somente o sitio www.fasp-br.org, como sitio oficial do núcleo 1º de maio, podendo e ou aceitando outros sítios como colaboradores.

Parágrafo Único – O domínio do sitio ficara no nome do Secretário Geral qual devera administralo.

ARTIGO 37º - DAS OMISSÕES

Os casos omissos no presente Estatuto serão resolvidos pela Comissão Gestora, " ad referendum " do Congresso.

ARTIGO 38º – DA FUNDAÇÃO

Por fim fica fundada a Federação Anarquista de São Paulo na capital do Estado de São Paulo, em 26 (vinte e seis) de julho de 2008 (dois mil e oito).


Mais Informações:
Contato Oficial:
E-mail: fasp-caos@riseup.net
Lista: fasp@lists.riseup.net
Sitio: www.fasp-br.org
Blog: http://nucleos-fasp.blogspot.com/
Correio:
FASP
Cx. P. 12067
Cep: 02013-970
Santana
São Paulo - SP-Brasil

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Prodhon e Bakunin

  PÃO e VINHO













 


Os Deuses Brigam entre si, disputam a origem do filho campeão.
O Deus das Cidades, o Eterno Menino Deus em seu parquinho de carrinhos, casas e apartamentos, onde os Pais, que são Pais mesmo brincam e cuidam destas crianças menores.

"...São crianças como você, é o que você vai ser quando você crescer...- Legião Urbana"

O Grande Radical ED, Deus das Cidades, se recupera, apois ser um dois seus atacado, por um Ceifador ... O Clã da Padaria.

"...Todo aquele que coloca suas mãos sobre mim para me governar é um tirano e eu o declaro meu inimigo...- Prodhon ".

O culto a Baku, o Deus do vinho e da orgia, deixou jovens doentes e favelas se alastraram, e a miséria tomou conta dos cantos das cidades.

"... O ataque a um membro da ordem anarquista é um ataque a todos ... - Bakunin "

O grande campeão dos campeões do timão, o Radical ED é o filho do processo do mundo do trabalho e do estudo nas grandes cidades.
Filho da " Mão e Razão " e da escolástica, dos cultos ao trabalho e ao estudo, do clã do 1º de Maio e do maio de 68 do clã da Educação. O Santo Rei da Anarquia, nos deu um parque da Juventude com pista de skate e muito mais, no lugar do Carandiru, a cara do clã do Bidu em santana.
Já recebemos do clã das Artes e da Educação Artística, tintas e cursos para nossos Grafites nos muros de Sampa City ... em conjunto os avisos de que já chegou o Carro 11, o Super Trenó do papai Noel com presentes, junto com seu amigo secreto na corrida maluca, o carro 12, o Super Anarco Movel,
(FORD EDGE) com os jogadores anarquistas.

Apois uma briga entre irmãos, o Cavaleiro de Cancêr "Mascara da Morte", derruba as Torres Gêmeas de R.A., dizendo toda esta historia já aconteceu, rosas na cabeça vocês terão. Pois o pequeno príncipe vermelho e negro da Anarquia, reinas aqui entre noz, e o Islamismo já percebeu que seu Deus é um menino, brincando em um parquinho, chamado Anarquismo.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Banda The Proibid

A Banda The Proibid
é uma Banda
Formada por Jovens
Strei Edge's,
Anarco-Punk's
e Red Skin's.
Banda do Cenário
das Juventudes Libertárias.
Qual a FASP
apóia integralmente !

Musica: Sócrates 33

Lá vem aquele famoso
Som Hard Core
Aquele conhecido
Do cenário Anarco-Punk

Pai de toda Filosofia
De toda Ortodoxia Grega
Pescador de Homens
Sócrates 33, você me dói o estômago.

Nem Deus
Nem Pátria
Nem Partido
Nem Patrão

Lá vem os Exércitos Ateus
Com muita Fé no Deus Ateus
Deus Ateus, Deus Ateus
Com muita Fé no Deus Ateus

Envenenados, drogados
Aliciados, Recrutados
Na Fé no Deus Ateus
Na Fé Ateus

Lá vem Todos uniformizados
Para as escolas e universidades
Cantar Hinos a o Deus Pátria
Na Fé sempre vem os Ateus

Saudar a Cultura e a Educação
Pilar de toda economia das cidades
Saudar o Fruto Proibidu
Do Santo Cristo das Cidades.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

NOTA OFICIAL DA FASP

A Federação Anarquista de São Paulo, entidade com sede neste Estado e capital de São Paulo.
Que promove grupos de apoio a FASP e aqual vem promovendo encontros pró FASP, que realizou o primeiro e segundo encontro pró FASP.
Informa que não mas reconhece o grupo de apoio chamado: " Anarquismo SP " como um grupo de apoio a FASP.
Este grupo não mas pertence ao quadro pró FASP.
A FASP reconhece como grupos de apoio a FASP os seguintes:
Organização Socialista Libertária
Núcleo Cristão Libertário
Ação Anti – Fascista
Centro de Cultura Social Antonio Martinez
Juventude Libertaria – Resistência Popular
STREI EDGE Revolucion
União Democrática Estudantil
Tendência Filhos de Toda Terra
Movimento Anarco-Punk ( Núcleo Jaçanã )
Movimento Comunitário Rede Periferia
Sociedade Anônima Raul Seixas
Pastoral Universitária
Corintianos Anarquistas de Coração
Draud'nistas
SPRUD
Clube EMO
Liga dos Trabalhadores de Escritório
Liga dos Trabalhadores Autônomos do Comércio
Associação livre dos Ciclistas
Associação Livre de Pensadores
Clube da Leitura.

Estes 21 grupos de apoio a FASP, vem mantendo suas reuniões frequentes e periodicas.
A FASP reconhece apenas o Núcleo 1º de Maio como núcleo fundador e efetivo até neste dado momento da Federação Anarquista de São Paulo.
O Blog e Site Oficiais da FASP são os mesmos desdo 1º Encontro realizado pelo seu unico núcleo fundador e disponiveis neste Blog.
Estas mesmas midias assistidas desdo primeiro chamado pró FASP, por companheiros de causa.









"Basta na historia Anarquista de grupos que solapam nossa Ordem, são obsessores, oportunistas grudados para beber o bom sangue da Utopia"
Antonio Martinez

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Corinthians eu nunca vou te abandonar.

" Bicicletada Librtára "

" ... Sinto muito amor mais não pode ser ... eu moro no Jaçanã ... se eu perder este trem que sai agora as 11 ( Lá do templo, de tanto ver Judas me trair ) ... só da próxima vez ... "
" ... Não esqueça o guarda-chuva, Cuidado para não cair da Bicicleta ... "
Musica Popular Brasileira


A Bicicletada Libertaria, acontece aos fins de semana, aos sábados ou Domingos.
Outras iniciativas como esta acontecem na cidade e no interior de São Paulo.
Se você não tem uma Bicicleta, pode alugar uma por R$ 2,00 a hora nas cabines dos Bicicletarios da cidade, com cartão de credito, a primeira hora é grátis.
Assim esperamos construir a Ecologia Libertária em São Paulo.
Venha com agente, preservar a cidade e saudar a natureza.
E bater um bom papo.

Contatos:
Associação Livre dos Ciclistas
E-mail meu amigo emo: manifesto.emo@gmail.com

Foto e link Retirado de:
Edward rides a bike:
http://www.youtube.com/

sexta-feira, 31 de julho de 2009

2º Encontro Estadual pró - Federação Anarquista de São Paulo

" Se todo pão da vida eu tivesse,
eu voz ofertaria, pois quem come de meu fruto, não sai inteiro, pois meu fruto tem as raízes do bem e do mau, meu fruto é a origem de todas as cidades, de todas as religiões, e eu os voz amo, por isso peso para não comeres do proibidu, não quero ver vocês quebrados e aos pedaços ... e os trabalhadores trabalhando as suas dores, as irmãs estão cansadas de avisar, que todo nosso esforço e dedicação é para te salvar."
Radical Ed

Saudações libertárias !

O núcleo 1º de Maio Pró- Fasp e o coletivo de apoio a pró FASP, informa a Todos(as) que o "2º Encontro Estadual Pró-Federação Anarquista de São Paulo" foi realizado com grande sucesso.

As expectativas foram superadas tanto na quantidade de participantes que foram em torno de 150 pessoas, quanto na qualidade dos debates.

Começaremos a entrar em contato com todas e todos que participaram do encontro, para podermos agilizar atividades conjuntas e reafirmar o convite para as pessoas que se mostraram interessadas em participar do coletivo.

Nosso sítio se encontra sobe o domínio: www.fasp-br.org, hospedado temporariamente em: www.anarquismosp.org, aos cuidados do coletivo ( Grupo ) de apoio a pró FASP, e esta sobe gestão de um grupo de trabalho, e passara por uma faze de manutenção para que possamos melhorar o mesmo.

Fica aqui nosso agradecimento pela participação e dedicação de todos(AS) e graças a vocês podemos avançar com cada vez mais energia rumo a uma sociedade justa e liberta.

Viva o Anarquismo Organizado Socialmente.
Pela Confederação do Anarquismo Organizado Socialmente.

" ... Não deixem os abutres nos desfigurar ...
há Freguesia do O, pede Socorro !
Durruth "


" ... Ay Carmela, uma noite já passou, e olha noiz aqui outra vez ... "

Núcleo 1º de Maio Pró-Federação Anarquista de São Paulo.

terça-feira, 14 de julho de 2009

2º Encontro pró Federação de São Paulo - 18 e 19 de julho de 2009

FALTAM SÓ ALGUNS DIAS!
Chamado do núcleo 1º de maio z/n ao II Encontro pró FASP

O núcleo 1º de Maio z/n e o coletivo Pró-Federação Anarquista de São Paulo convida a todas/os para participar do II Encontro Pró-Federação Anarquista de São Paulo, nos dias 18 e 19 de julho de 2009, na cidade de São Paulo.

O primeiro encontro ocorreu em julho de 2008, contando com 85 participantes, o que permitiu fortalecer a discussão da necessidade de construção de uma organização anarquista na cidade de São Paulo, tendo no modelo especifista sua base de organização.

E foi a partir deste encontro, que foi formado este coletivo com o objetivo de levar adiante esta discussão. Portanto, a proposta deste segundo encontro é de apresentar e discutir sobre as experiências do coletivo e os trabalhos realizados até o momento, e convidar novas/os companheiras/os à participação.

Neste primeiro ano, muitas foram às atividades propostas e realizadas pelas/os suas/seus participantes, objetivando aproximar-se e aliar-se às lutas populares contribuindo com questões éticas, sociais e práticas como a ação direta, a autonomia, a combatividade, a solidariedade, a horizontalidade e o apartidarismo.

Durante este processo, houve perdas e ganhos que permitiram o amadurecimento do coletivo, para que mais pessoas pudessem contribuir na construção de uma prática anarquista social organizada.

Portanto, é com espírito de luta, que convidamos todas/os a este segundo encontro, para darmos continuidade a este trabalho e juntas/os construirmos uma organização anarquista especifista em São Paulo.

Saúde e Liberdade!

"A organização é um meio de se diferenciar, de se precisar um programa de idéias e de métodos estabelecidos, um tipo de bandeira de reunião para se partir ao combate sabendo-se com quem se pode contar e tendo-se consciência da força que se pode dispor.(...)” (Luigi Fabbri)


II Encontro Pró-Federação Anarquista de São Paulo

18 e 19 de julho de 2009
1º Dia - 18/07/2009 – Sábado

08h00 – 9h00: Café da Manhã
09h00 – 11h00: Abertura
- Exposição sobre o local do encontro: Espaço Ay Carmela!
- O que é o coletivo Pró-FASP? Da teoria a prática.
- Exposição sobre anarquismo social, especifismo e a importância do comprometimento para a organização anarquista.
- Exposição sobre a prática do coletivo: frentes de luta e grupos de trabalho.
11h00 – 12h00: Debate

12h00 – 13h45: Almoço

14h00 – 18h00: Discussão de Conjuntura
14h00 – 15h45: Grupos de Discussão
- Movimentos sociais: a luta no campo e na cidade.
- A atuação anarquista no Brasil e no mundo.
- Fatos políticos no Brasil e no mundo: uma análise anarquista.
- Anarquismo e feminismo: mulheres libertárias e a transformação social. (Com a participação da Agrupação Cultural Feminina "Ela Luta")
15h45 – 16h15: Café
16h15 – 18h00: Finalização conjunta das discussões

18h00 – 19h30: Jantar

19h30 – 22h: Festa de confraternização
2º Dia - 19/07/2009 – Domingo

08h00 – 9h00: Café da Manhã
09h30 – 12h00: Experiências atuais do anarquismo social no Brasil.
- Presenças já confirmadas:
-> Federação Anarquista Gaúcha
-> Federação Anarquista do Rio de Janeiro.

12h00 – 13h00: Almoço
13h00 às 17h00: Atividade de Encerramento
Discussão de apontamentos práticos para o anarquismo social em São Paulo e indicativo conjunto para a fundação da Federação Anarquista de São Paulo.

* O núcleo 1º de Maio da z/n vai estar vendendo Pão da Liga dos Trabalhadores Autônomos no comércio, do setor de Economia Solidária do MCRP, onde trabalhadores e militantes da pró FASP atuam e trabalham na Zona Norte da Capital.

Local do II Encontro
Espaço Ay Carmela
Rua das Carmelitas, 140, Sé - São Paulo
Travessa da Rua Tabatinguera – Metrô Sé

A Rua das Carmelitas é a rua de baixo paralela a Rua do Carmo, que é a rua do Poupatempo Sé. Há uma saída do metrô.

Manifesto EMO





Manifesto EMO

* O Manifesto EMO é dirigido a toda juventude que esta cansada de ver seus Sonhos destruídos.



Em pleno mês do Rock, mês da vitória, vemos a publico publicar o “ Manifesto EMO ” e convidamos toda juventude a se unirem em pró da Revolução Libertária.

“ Eu sou o começo, o meio e o fim de toda a historia ... quem põem na boca o que não é para por, recebe os canhões da Guerra na cara. e Eu só estou no meio da historia, só na lei da montanha ... é o fim da odisséia terrestre, é o fim de Eva e Adão. ”

Radical Ed

Nos jovens estamos cansados e desilusões políticas, de ver lideres do coração traídos, de ver famílias se destruindo, de pais separados, de crianças pela rua, de ver parentes morrendo, de jovens se drogando, da carnificina do açougue, da decepção amorosa de jovens não preparados para o futuro, de ver jovens sem produzir o se futuro, de ver partidos golpistas querendo o poder do paraíso, de pessoas que só vem a cara e não o coração e de ver fome nas grandes plantações.

Unamo-nos pela convergência para com a cultura, para com o educação e a livre associação.

E-mail: manifesto.emo@gmail.com

Assinam o Manifesto Emo:

* Núcleo 1º de Maio z/n pró FASP;
Núcleo Cristão Libertário; Ação Anti – Fascista; Centro de Cultura Social Antonio Martinez; Juventude Libertaria – Resistência Popular; STREI EDGE Revolucion; União Democrática Estudantil; Tendência Filhos de Toda Terra; Movimento Anarco-Punk ( Núcleo Jaçanã ); Rede Periferia; Sociedade Anônima Raul Seixas; Pastoral Universitária; Corintianos Anarquistas de Coração; Draud'nistas; Clube EMO, Liga dos Trabalhadores de Escritório; Liga dos Trabalhadores Autônomos do Comércio; Associação livre de Ciclistas; Associação Livre de Pensadores; Clube da Leitura.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Resultado da campanha aberta aos desenhistas



" A pró FASP fez uma Campanha Aberta aos desenhistas, para criar um logo tipo (desenho), para representar a A Pró - FEDERAÇÃO ANARQUISTA DE SÃO PAULO.

O desenho escolhido ganharia um CD de Musicas Zapatistas
( LOS RITMOS DEL ESPEJO ).

Esta campanha iniciou em 1 de agosto 2008, pela Internet e se finalizou em Janeiro de 2009.
Foram 04 desenhos enviados.
E o desenho selecionado foi este acima do desenhista: Cardinez Azevedo.

Cardines Azevedo
Desenhos, Animações, HQ's, Jogos e textos...
Contatos: cardinesazevedo@yahoo.com.br
http://cardines.blogspot.com/

Como todo Trem a pró FASP continua trilhando o seu caminho em seu caminho, confira e participe dos encontros celulares no GA ( Grupo de Apoio a Pró FASP ).

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

DA PERIFERIA PARA O CENTRO



SUJEITO REVOLUCIONÁRIO E TRANSFORMAÇÃO SOCIAL
Felipe Corrêa


É o próprio povo, são os famintos,
são os deserdados os que têm de abolir a miséria.
Ricardo Flores Magón


O CONTEXTO DA A.I.T.

O anarquismo, como ideologia, e, portanto, “um conjunto de idéias, motivações, aspirações, valores, es­trutura ou sistema de conceitos, que possuem uma cone­xão direta com a ação — o que chamamos de prática política”1 —, propõe a derrubada do capitalismo e suas instituições fundamentais — dentre elas o Estado —, rumo ao socialismo libertário. Portanto, uma reflexão sobre o anarquismo, hoje e sempre, deve considerar este seu caráter ideoló­gico, de busca pela transformação social.
O próprio surgimento do anarquismo na obra de Proudhon, e mais concretamente no seio da Associação Internacional dos Trabalhadores (A.I.T.) — na atuação de Bakunin e outros militantes da Aliança da Demo­cracia Socialista — confirma este caráter.
A estratégia de transformação social proposta por Bakunin e os aliancistas era dupla. Por um lado, estimu­lavam o fortalecimento dos movimentos sociais da época e sua aglutinação em torno da A.I.T., que associava li­vremente os explorados em torno de uma base econô­mica comum, independente de sua ideologia. A força popular da A.I.T. constituía-se como principal meio de se chegar à revolução social. Por outro lado, trabalhavam — por meio da influência da Aliança (primeira organi­zação específica anarquista) — para impulsionar os tra­balhadores da A.I.T. à revolução social.
Nesta dupla atuação, que diferenciava o nível polí­tico e anarquista da Aliança do nível social e não-anar­quista da A.I.T., Bakunin definiu os papéis de cada um destes níveis:

A Aliança é o complemento necessário da Internacional... — Mas a Internacional e a Alian­ça, tendendo para o mesmo objetivo final, perse­guem ao mesmo tempo objetivos diferentes. Uma tem por missão reunir as massas operárias, os mi­lhões de trabalhadores, através das diferenças das nações e dos países, através das fronteiras de todos os Estados, num só corpo imenso e com­pacto; a outra, a Aliança, tem por missão dar às massas uma direção verdadeiramente revolucio­nária. Os programas de uma e de outra, sem se­rem nada opostos, são diferentes pelo próprio grau do seu desenvolvimento respectivo. O da Inter­nacional, se o tomarmos a sério, também [con­tém] em germe, mas só em germe, todo o progra­ma da Aliança. O programa da Aliança é a expli­cação última do [programa] da Internacional.2

Em sua proposta de atuação em níveis diferencia­dos, Bakunin sustentava que o nível político e o nível social complementavam um ao outro. A estratégia de transformação social revolucionária proposta por ele ba­seava-se em uma interação dialética do nível político com o social. As forças populares, organizadas de baixo para cima na A.I.T., seriam as verdadeiras forças respon­sáveis pela revolução social e capazes de levá-la a cabo. As forças anarquistas, organizadas na Aliança, e em permanente contato com a A.I.T., exerceriam a influên­cia necessária, de maneira antiautoritária, garantindo seus objetivos revolucionários. Ao organizar-se como mi­noria ativa, a Aliança dava força à proposta anarquista, buscando consolidá-la no seio das lutas sociais.
Neste contexto da A.I.T., duas propostas de trans­formação social revolucionária foram confrontadas. Uma delas, chamada de “centralista”, defendida pelos marxis­tas, e a outra, chamada de “federalista”, defendida pelos libertários, dentre eles Bakunin e outros membros da Aliança.
Entre as divergências que existiam, e que foram se evidenciando ao longo da história, podemos citar duas, que são trabalhadas de maneira ímpar no texto de Rudolf de Jong. As diferenças em torno do sujeito revolucio­nário e do caminho para a transformação social. Estas duas diferenças separaram, e ainda separam, em grande medida, duas propostas diferentes de entender a estraté­gia revolucionária: a anarquista e a marxista.
Rudolf de Jong escolheu para trabalhar todo o pano de fundo desta análise do sujeito revolucionário e da transformação social as relações que definiu como “cen­tro-periferia” que, se por um lado retomam concepções clássicas do anarquismo, por outro nos trazem contri­buições relevantes para o anarquismo social e militante de hoje.


RELAÇÕES CENTRO-PERIFERIA

As relações centro-periferia baseiam-se em uma forma libertária de se enxergar as relações presentes em nossa sociedade. Elas estão fundamentadas nas relações de domínio estabelecidas pelos centros em relação às periferias, entendendo que a dominação existe quando uma pessoa ou um grupo de pessoas utiliza-se “da força social de outrem (do dominado), e, conseqüentemente, de seu tempo, para realizar seus objetivos (do domina­dor) — que não são os objetivos do agente subjugado”3. Assim, desde as questões mais complexas como o capita­lismo e o Estado, até as relações de poder dentro de um movimento social ou mesmo de uma organização política podem ser analisadas por esta perspectiva. A luta perma­nente dos anarquistas, que se constituiu classicamente pelo fim das relações de domínio, é colocada por Rudolf de Jong como a luta permanente pelo fim das relações centro-periferia.
Este objetivo norteia a teoria e a prática dos anarquis­tas. Ao conceber um modelo teórico de transforma­ção social, a busca pelo fim das relações centro-periferia su­gere uma reflexão crítica acerca do Estado, do partido, do exército e das posições de direção e/ou vanguarda. Sugere, também, uma definição do sujeito revolucionário, agente privilegiado deste processo de transformação social.
O fim das chamadas relações centro-periferia nor­teia toda a atuação dos anarquistas em sua luta na busca da revolução social, fato este que já vem se confir­mando pela estratégia de transformação social revolu­cionária adotada pelos anarquistas, desde a A.I.T., ainda no século XIX. É este modelo de luta, da periferia para o centro, que vem distinguindo anarquistas e a grande maioria dos marxistas, na busca por esta transformação. Comparando as estratégias marxista e anarquista para a transformação social, podemos dizer que

os revolucionários marxistas, os reformistas so­ciais e, em geral, a maioria dos militantes de es­querda querem sempre usar o centro como um instrumento — e na prática como o instrumento — para a emancipação da humanidade. Seu mo­delo é sempre um centro: Estado, partido ou exército. Para eles a revolução significa, em pri­meiro lugar, a tomada do centro e de sua estru­tura de poder, ou a criação de um novo centro, para utilizá-lo como um instrumento para a cons­trução de uma nova sociedade. Os anarquistas não desejam tomar o centro; desejam sua des­truição imediata. É sua opinião que, depois da revolução, dificilmente haverá lugar para um cen­tro na nova sociedade. A luta contra o centro é seu modelo revolucionário e, em sua estratégia, os anarquistas tentam evitar a criação de um novo centro.4
A partir desta diferença entre anarquismo e mar­xismo, e do modelo das relações centro-periferia colo­cado por Rudolf de Jong, podemos refletir sobre duas diferenças fundamentais que vêm separando, desde o século XIX, estas duas formas de conceber a transfor­mação social revolucionária: o entendimento de quem é o sujeito revolucionário e do caminho mais adequado para a transformação social revolucionária.


O SUJEITO REVOLUCIONÁRIO

Uma discussão que vem sendo travada há tempos dentro da corrente socialista revolucionária, sendo esta entendida de maneira ampla, é sobre quem seria o su­jeito revolucionário, ou seja, aquele setor da população que teria a responsabilidade e a capacidade de realizar a revolução. Ainda na A.I.T., evidenciou-se uma dife­rença entre a concepção de Marx e a de Bakunin.
Marx, ao realizar sua análise da história e identifi­car a contradição evidenciada na luta de classes entre a burguesia e o proletariado, colocava sua expectativa em uma parte específica do proletariado: o proletariado in­dustrial e urbano, que existia em abundância nas regiões mais desenvolvidas economicamente. Marx acreditava que, antes da revolução rumo ao socialismo, que condu­ziria à ditadura do proletariado, a sociedade deveria passar por uma revolução burguesa, que estabelecesse o capitalismo de maneira plena, desenvolvendo as forças produtivas e criando este proletariado industrial — o sujeito revolucionário que conduziria a sociedade à sua emancipação. Desta maneira, as forças progressistas da sociedade seriam a burguesia (que transformaria as eco­nomias pré-capitalistas em capitalismo) e o proletariado (que transformaria o capitalismo em socialismo).
Assim, apesar do conjunto de classes exploradas ser muito mais amplo que este setor do proletariado definido por Marx como sujeito revolucionário, ele não acredi­tava que outros setores pudessem ser investidos desta função revolucionária. O lumpemproletariado, os cam­poneses, trabalhadores manuais e as culturas pré-capita­listas não teriam, para ele, um papel revolucionário; muitas vezes, ao contrário, seriam forças conservadoras.
Bakunin trabalhava com um conceito mais amplo e generoso de sujeito revolucionário. Incluía nele, com grande ênfase, os camponeses, concebendo que a revo­lução não poderia ser realizada, plenamente, pelo prole­tariado industrial e urbano. A revolução social, que conduziria ao socialismo libertário deveria, necessaria­mente, contar com a contribuição dos camponeses. Enfa­tizava Bakunin que:

A sublevação do proletariado das cidades não é suficiente; com ela teríamos somente uma re­volução política, que teria necessariamente con­tra e1a a reação natural e legítima do povo dos campos, e esta reação, ou unicamente a indiferença dos camponeses, esmagaria a revolução das cida­des, como aconteceu ultimamente na França. Só a revolução universal é suficiente­mente forte para inverter e quebrar o poder orga­nizado do Estado, sustentado pelos recursos das classes ricas. Mas a revolução universal é a revolu­ção social, é a revolu­ção simultânea dos povos dos campos e das cidades. É isso que é preciso organi­zar, — porque sem uma organização preparató­ria, os elementos mais fortes são impotentes e nu­los.5 (grifos nossos)
Que fazer? Não podendo impor a revolução nos campos, é preciso produzi-la, provocando o mo­vimento revolucionário dos próprios camponeses, le­vando-os a destruir, com as suas mãos, a ordem pú­blica, todas as instituições políticas e civis e a cons­truir, a organizar nos campos a anarquia.6

Ao discutir a revolução social na Europa e dar pre­ferência aos países “periféricos” como Espanha, Rússia e Itália, Bakunin diferenciava-se de Marx, dando, além desta atenção ao potencial revolucionário dos campo­neses, ênfase ao “lumpemproletariado” — que aparece descrito abaixo como “proletariado esfarrapado” — em suas reflexões sobre a revolução na Itália.

Não existe na Itália, como em muitos outros países da Europa, classe operária separada, em parte já privilegiada graças a altos salários, ga­bando-se inclusive de certos conhecimentos li­terários, e a tal ponto impregnada das idéias, das aspirações e da vaidade burguesas, que, os ope­rários que pertencem a este meio, só se diferen­ciam dos burgueses por sua condição, de forma alguma por sua tendência. É sobretudo na Ale­manha e na Suíça que existem muitos operários deste tipo; todavia, na Itália, há bem poucos, tão poucos que eles estão perdidos na massa e não têm nenhuma influência sobre ela. O que predo­mina na Itália, é esse proletariado esfarrapado, dos quais o Srs. Marx e Engels e, em seguida, toda a Es­cola da social-democracia alemã, falam com o mais profundo desprezo, e bem injustamente, pois é nele, e apenas nele, e não na camada aburguesada da massa operária, que reside, na totalidade, o espírito e a força da futura revolução social.7 (grifos nossos)

Rudolf de Jong, ao mapear as relações centro-peri­feria, retoma estes conceitos do anarquismo clássico que foram expressados por Bakunin e os extrapola, propondo uma série de relações que constituem toda importante base para a concepção do sujeito revolucionário de hoje. Estas relações de dominação — que constituem as rela­ções centro-periferia e que, portanto, nos fazem enten­der o conjunto de classes exploradas — identificam como explorados os membros das culturas e sociedades completamente distantes do centro e também daquelas que, em contato com o centro, buscam manter sua iden­tidade (fundamentalmente os indígenas). Identificam, ainda, explorados como pequenos produtores, trabalha­dores especializados, camponeses, “lumpemproletariado”, desempregados, trabalhadores precários e assalariados, pobres etc., mesmo sabendo que várias destas categorias se sobrepõem. Assim, para ele, todas estas vítimas das relações centro-periferia constituiriam o sujeito revolu­cionário de hoje.


A TRANSFORMAÇÃO SOCIAL REVOLU­CIONÁRIA

O modelo de transformação social revolucionária proposto pelo anarquismo também diverge amplamente dos modelos derivados do marxismo, sejam eles reformis­tas ou revolucionários. Desde a A.I.T., a questão entre os meios e os fins permanece a mesma. Isso porque, entre marxistas e anarquistas, geralmente houve certo acordo em relação à crítica do capitalismo e uma aproximação na proposta de sociedade futura. A diver­gência sempre se deu, e ainda se dá, em relação aos meios de se chegar ao fim desejado. Entre outras coisas, os anarquistas nunca concordaram com o papel do Es­tado e do socialismo como “período intermediário” (de ditadura do proleta­riado) reivindicado pelos marxistas.
Para a grande maioria dos marxistas, a revolução passa, necessariamente, pela tomada do Estado e pelo estabelecimento de um período de centralização e dita­dura, fato que nunca foi aceito pelos anarquistas. Baku­nin, em um prognóstico mais do que certeiro, previa, ainda no século XIX, o que seriam as experiências “so­cialistas” do século XX. Previa ele que este modelo de transformação social — que Rudolf de Jong chamaria de transformação do centro para a periferia — não conduz à emancipação do povo, mas sim à continuidade da sua escravidão. Isto porque não há como se defender os inte­resses da periferia — neste caso, o povo explorado — por meio de uma instituição do centro — o Estado.
Bakunin conseguiria antever que, assim que o Es­tado fosse tomado, ainda que sob justificativa da defesa dos interesses do povo, seria criada uma nova classe de exploradores que continuaria a dominação, ao invés de acabar com ela. Esta “nova classe”, ainda segundo Ba­kunin, nunca mais abandonaria as posições de privilégio adqui­ridas. O socialismo como período intermediário, ou a “ditadura do proletariado”, nunca chegaria à socie­dade sem Estado. A nova classe no comando do Estado passaria a defender não mais os interesses do povo, mas sim os seus próprios interesses.
Tudo isso porque o problema não está em quem ocupa o Estado, mas no Estado em si. Sabemos que não é suficiente substituir o rei, se a monarquia continua, e o mesmo vale para o Estado. A questão não é questionar quem está no Estado, mas o Estado em si, pois como ele é um pilar fundamental do capitalismo, não é neutro, re­produz e sustenta relações de domínio e exploração em seu seio. Assim,

(...) nenhum Estado, por mais democráticas que sejam as suas formas, mesmo a república política mais vermelha, popular apenas no sentido desta mentira conhecida sob o nome de representação do povo, está em condições de dar a este o que ele precisa, isto é, a livre organização de seus próprios interesses, de baixo para cima, sem ne­nhuma ingerência, tutela ou coerção de cima, porque todo Estado, mesmo o mais republicano e mais democrático, mesmo pseudopopular, como o Estado imaginado pelo Sr. Marx, não é outra coisa, em sua essência, senão o governo das mas­sas de cima para baixo, com uma minoria inte­lectual, e por isto mesmo privilegiada, dizendo compreender melhor os verdadeiros interesses do povo, mais do que o próprio povo.8

A coerência entre meios e fins, fortemente defen­dida no anarquismo, aponta ser uma imensa contradição querer defender o conjunto de classes exploradas, que é um elemento periférico da sociedade, por meio de uma instituição que é um pilar fundamental do sistema capi­talista e da sociedade de classes, ou seja, uma instituição central.
Diferentemente, a luta anarquista pela transforma­ção social revolucionária não passa pela tomada do Es­tado, mas sim pela mobilização de amplos setores da po­pulação para, de baixo para cima, promover a revolução social e abrir caminho rumo ao socialismo libertário. A revolução social, na concepção anarquista, promove uma imediata substituição do Estado pelas estruturas autogeridas e federadas do socialismo libertário, mo­mento em que o poder político é descentralizado e auto­gerido pelo povo. A nosso ver, o caminho para operar esta transformação social se dá por meio da criação e do de­senvolvimento de movimentos sociais, juntamente com a organização específica anarquista, desenvolvendo suas atividades de trabalho/inserção social, produção/repro­dução de teoria, propaganda anarquista, formação polí­tica, concepção e aplicação de estratégia, relações polí­ticas e sociais, gestão de recursos.
Os movimentos sociais, ao possuírem determinadas características (força, classismo, autonomia, combativi­dade, ação direta, democracia direta e perspectiva re­volucionária), terão condições de aliar-se na luta pela transformação social revolucionária, constituindo uma forma de organização popular ampla, que agregue o maior número possível de movimentos sociais radicali­zados, negando a centralização e hierarquia, e afirmando o federalismo e a horizontalidade. O papel da organiza­ção específica anarquista é, lado a lado com os movi­mentos sociais — ou com a própria organização popular — influenciar-lhes o quanto for possível, para que estas características estejam presentes, funcionando como o fermento deste bolo, que se aquece com o calor da luta de classes.
Este modelo de anarquismo foi desenvolvido, entre outros, por Malatesta, que sugere uma transformação social revolucionária neste sentido, da periferia para o centro. Vejamos um resumo deste modelo de transfor­mação.

Ao povo que quer se emancipar, só resta uma saída: opor violência a violência. Disso resulta que devemos trabalhar para despertar nos opri­midos o vivo desejo de uma transformação radical da sociedade, e persuadi-los de que, unindo-se possuem a força de vencer. Devemos propagar nosso ideal e preparar as forças morais e materiais necessárias para vencer as forças inimigas e orga­nizar a nova sociedade. Quando tivermos força sufi­ciente, deveremos, aproveitando as circunstâncias favoráveis que se produzirão, ou que nós mesmos provocaremos, fazer a revolução social: derrubar pela força o governo, expropriar pela força os proprietários, tornar comuns os meios de subsistên­cia e de produção, e impedir que novos gover­nantes venham impor sua vontade e opor-se à reorganização social, feita diretamente pelos inte­ressados. (...) Devemos fazer com que o povo, em sua totalidade e em suas diferentes frações, exija, imponha e realize, ele próprio, todas as melho­rias, todas as liberdades que deseja, na me­dida em que concebe a necessidade disso e que adquire a força para impô-las. Assim, propagando sempre nosso programa integral e lutando de for­ma inces­sante por sua completa realização, de­vemos incitar o povo a reivindicar e impor cada vez mais, até que ele consiga a sua emancipação definitiva. (...) A propaganda, oral ou escrita, sozinha, é impotente para conquistar para as nos­sas idéias toda a grande massa popular. É preciso uma edu­cação prática, que seja alternadamente causa e resultado da transformação gradual do meio. (...) Denunciando sempre esta espécie de governo, exigindo sempre a liberdade integral, devemos favorecer todo combate por liberdades parciais, convictos de que é pela luta que se aprende a lutar. Começando a provar a liber­dade, acaba-se por desejá-la inteiramente. De­vemos sempre estar com o povo; e quando não conseguirmos fazer com que queira muito, deve­mos fazer com que, pelo menos, ele comece a exigir alguma coisa. E devemos nos esforçar a que aprenda a obter por si mesmo o que quer — pouco ou muito —, e a odiar e a desprezar quem quer que vá ou queira fazer parte do governo. (...) Devemos procurar enfraquecê-lo [o gover­no] e obrigá-lo a fazer uso dele o menos perigosa­mente possível. Mas, esta ação, devemos fazê-la sempre de fora e contra o governo, pela agitação na rua, ameaçando tomar pela força o que se exige. Jamais deveremos acei­tar uma função le­gislativa (...) pois, assim agindo, diminuiríamos a eficácia de nossa ação e trairía­mos o futuro de nossa causa.9

Esta reflexão sobre a transformação social revolu­cionária evidencia ainda outra qualidade do texto de Rudolf de Jong. Ele também consegue extrapolar a ques­tão do debate em torno do Estado. É um fato que os anarquistas já discutiram abundantemente suas diferen­ças com os marxistas em torno do Estado. No entanto, as reflexões, a partir desta lógica das relações centro-peri­feria, nos dão base para discutir outras questões.
Primeiramente, duas que são citadas pelo autor: o partido e o exército.
Rudolf de Jong expõe, também de maneira ímpar, outra diferença entre as escolas do socialismo, que está em torno da idéia de partido, ou de organização política revolucionária. A concepção de partido leninista, ado­tada por praticamente a totalidade das organizações marxistas durante e após a Revolução Russa, também evidenciam esta concepção de transformação pelo cen­tro. Lenin, ao desenvolver sua teoria do partido, distor­ceu a proposta bakuninista de separação dos níveis polí­tico e social. Bakunin entendia esta separação da orga­nização anarquista e dos movimentos sociais necessária, porém complementar e dialética, em que havia influên­cias mútuas do político para o social e vice-versa. Lenin, ao pensar esta separação, colocou o nível político, repre­sentado pelo partido, acima do nível social, representado pelos “movimentos de massa”, considerando os segundos apenas uma correia de transmissão do primeiro. Esta re­lação, a partir do modelo leninista, não se constituía mais em uma relação mútua, como desejava Bakunin, mas sim uma relação de mão única, do partido para os movi­mentos.
A grande diferença entre os anarquistas e os mar­xistas (principalmente os leninistas) que defendem esta separação entre os níveis político e social, é que os mar­xistas consideram que o nível político possui hierarquia e domínio em relação ao nível social, o que se confirma quando analisamos sua concepção do par­tido como “van­guarda do proletariado”. O partido, a partir do momento que se coloca no topo da pirâmide, cuja base são os movimentos sociais, não pode ser outra coisa senão um centro. Quando o partido, constituído em vanguarda, se coloca acima ou à frente dos movi­mentos sociais, tende a buscar uma transformação social que, ainda que seja revolucionária, vem de cima para baixo, do centro para a periferia.
A proposta anarquista que defende esta separação dos níveis político e social é radicalmente diferente. A concepção de minoria ativa, que sustenta uma relação ética entre os níveis político e social, está em pleno acordo com a criação e o desenvolvimento dos movi­mentos sociais pela base, da construção da organização popular e da transformação social revolucionária que vai da periferia para o centro.

É por meio da ética, e somente por meio dela, que a organização anarquista não atua como um partido autoritário (mesmo que revolucionário). A ética do anarquismo, diferente de todas as outras ideologias, sustenta uma posição única de relação entre os níveis político e social. Por este motivo, a ética é absolutamente central a qual­quer organização anarquista que queira realizar trabalho com os movimentos sociais. Diferente­mente da organização de vanguarda, o nível po­lítico organizado como minoria ativa, que atua com ética, não possui relação de hierarquia e nem de domínio em relação ao nível social. Para nós, como enfatizamos, os níveis político e social são complementares e possuem uma relação dia­lética. Neste caso, o nível político complementa o nível social, assim como o nível social comple­menta o político.
Ao contrário do que propõem os autoritários, a ética da horizontalidade que funciona dentro da organização específica anarquista se reproduz em sua relação com os movimentos sociais. Quan­do em contato com o nível social, a organização específica anarquista atua com ética e não busca posições de privilégio, não impõe sua vontade, não domina, não engana, não aliena, não se julga superior, não luta pelos movimentos sociais ou à frente deles. Luta com os movimentos sociais, não avançando nem um passo sequer além do que eles pretendem dar.
Entendemos que a partir desta perspectiva ética de nível político, não existe fogo que não seja aceso coletivamente; não há como ir à frente, iluminando o caminho do povo, enquanto o pró­prio povo vem atrás na escuridão. O objetivo da minoria ativa é, com ética, estimular, estar junto ombro a ombro, prestar solidariedade quando ela é necessária e solicitada. Por isso, diferentemente da vanguarda, a minoria ativa é legítima.10

Rudolf de Jong também realiza interessantes refle­xões sobre as diferenças entre marxistas e anarquistas, na discussão da luta armada. Desde sempre, as duas con­cepções foram diferentes. Podemos considerar, ainda no seio da Revolução Russa, as diferenças entre o Exér­cito Vermelho, que funcionava com disciplina e hierar­quia militares obrigando seus soldados a lutar11, e o exér­cito insurrecional makhnovista, ou mesmo a luta armada na Espanha de 1936, em que os combatentes eram voluntá­rios e as posi­ções de disciplina e hierarquia radicalmente dife­rentes.
As próprias posições mais recentes sobre a guerri­lha, daqueles que se insurgiram contra os regimes dita­toriais na América Latina, é emblemática. De um lado, descendentes diretos do marxismo propunham o foquis­mo guevarista como estratégia de luta armada. Organi­zações no Brasil, na Argentina, no Uruguai etc. optaram por esta estratégia que, se por um lado sustentava uma ação de impacto no combate à ditadura, por outro pe­cava no apoio popular e na inserção social junto às ca­madas da população que se propunham a defender. Se por um lado constituía um foco de resistência relevante na luta contra o regime militar, por outro se descolava como uma vanguarda que queria lutar, não com o povo, mas pelo povo. Assim, o foquismo, na perspectiva de Ru­dolf de Jong, poderia ser pensado como uma tentativa de transformação do centro para a periferia.
Diferentemente, a Federação Anarquista Uruguaia (F.A.U.), que aderiu à luta armada contra a ditadura no Uruguai, realizou uma reflexão que buscava pensar a luta armada, de maneira distinta do foquismo, bastante em voga naquele momento. Em um documento chamado El Copey, a F.A.U. insiste em uma concepção de luta arma­da em acordo com os princípios anarquistas, conce­bendo a transformação da periferia para o centro, ou seja, com participação significativa nos movimentos sociais — chamados “movimentos de massas” pelos uru­guaios — e colocando a luta armada como mais um esforço revolu­cionário e não como o principal e único esforço a partir do qual se desencadeariam outros. Em sua reflexão, a F.A.U. colocou:

Concebemos a luta armada como aspecto fun­damental da prática política de um partido clan­destino, que atua também com base em uma es­tratégia harmônica e global, no nível de mas­sas. (...) Tudo parece indicar que a função da guer­rilha urbana não é buscar a vitória em um en­frentamento direto, mano a mano, com o exér­cito. (...) Definitivamente, a guerrilha urbana, quando se trata de busca da revolução social, pa­rece ter como função idônea preparar o salto, a passagem qualitativa para outra forma de luta através da qual pode ser conseguida a vitória de­cisiva no marco urbano, a insurreição. A guer­ri­lha urbana, cremos, portanto, só é legítima como preâmbulo e preparação necessária e im­prescin­dível da insurreição. Processo insurrecio­nal que, claramente, pode ter formas diversas, mas que implica sempre uma participação de certo volu­me dos setores de massas. (...) Não é necessário esperar que a metade mais um dos habitantes de uma cidade decidam se levantar em armas para fazer uma insurreição. (...) Por­tanto, quando alu­dimos a uma série de ações de massas de outro nível, está subentendido que participe o setor mais dinâmico das massas.12

Assim, apesar de a luta armada poder ser realizada pela organização política, ela não se constitui como sua única atividade e nem, muito menos, substitui a neces­sidade desta organização e de seu trabalho no nível social.
Uma segunda reflexão, que não é colocada direta­mente por Rudolf de Jong, mas que pode ser feita a partir de seu texto, é sobre a interação entre as organizações anarquistas e os movimentos sociais. Esta reflexão da transformação pela periferia nos faz crer que, ao estabe­lecer este contato com os movimentos sociais, os anar­quistas devem, em primeiro lugar, buscar movimentos sociais que signifiquem a periferia do sistema em que vivemos, e, em segundo lugar, dentro destes movimen­tos, buscar contato com as “áreas periféricas”, ou seja, a base e não com a direção.
Para o trabalho social, os anarquistas devem eleger os movimentos sociais mais dispostos a radicalizar, e de­fender posições práticas semelhantes às suas. Isto é mais fácil, geralmente, nos movimentos sociais em que a luta de classes é mais evidente; movimentos que ainda são pouco institucionalizados, hierárquicos etc. Este racio­cínio é fundamental para saber onde as sementes do anarquismo devem ser plantadas e, dentro de cada con­texto, quais são as movimentações populares que devem receber a atenção dos anarquistas.
O caso do sindicalismo é um exemplo que deve ser analisado com bastante atenção. O nível de hierarqui­zação e burocratização em que se encontram diversos sindicatos, muitas vezes, pode fazer com que eles sejam terrenos por demais complicados de atuar — utilizando muita energia dos anarquistas e oferecendo poucas pos­sibilidades. No entanto, isso não pode ser generalizado. Há setores sindicais ainda bastante autônomos, comba­tivos e com possibilidade de trabalho em favor do con­junto das classes exploradas. A questão é sempre veri­ficar se o sindicato, ou mesmo o movimento social, é ou não um espaço com estas possibilidades. Se for, merece esforço.
Esta reflexão sobre o terreno mais adequado para plantar as nossas sementes deve sempre ser feita. A experiência vem mostrando que é nos setores mais peri­féricos que as pessoas possuem mais afinidade com o anarquismo — os setores em que as pessoas têm muito pouco, ou nada a perder.
Quando em contato com os movimentos sociais — e sabemos que muitos deles estão hierarquizados e domi­nados por uma direção descolada da base — os anarquis­tas devem sempre se aproximar da base e não da direção. Fruto de outra série de experiências práticas, esta atua­ção da periferia para o centro dentro dos movimentos sociais indica que os esforços das organizações anarquis­tas devem se dar sempre de baixo para cima, buscando construir relações com os militantes de base e, por meio de tendências ou outros agrupamentos ou entidades, fazer com que a direção seja ouvida pela ampla maioria da base, que pode exigir maior participação, democracia direta etc. Assumir posições de direção nos movimentos sociais pode e deve ser objeto de grande preocupação entre os anarquistas, pois, quando isso acontece, pode-se, mesmo que sem querer, estar insistindo em uma transformação do centro para a periferia, com conse­qüências funestas para a luta.


PENSANDO AS RELAÇÕES CENTRO-PERIFERIA HOJE

Finalmente, podemos afirmar que o anarquismo, como proposta ideológica de transformação social revo­lucionária, teve, e ainda tem, muito a oferecer ao campo do socialismo. Esta reflexão sobre a transformação social passa, inevitavelmente, por uma discussão acerca da luta de classes e de seus atores na sociedade de hoje.
Nitidamente, a contradição clássica entre a bur­guesia e o proletariado não dá conta das relações de do­minação de hoje. Ao refletirmos sobre a questão da classe no Brasil, podemos relacionar a classificação cen­tro-periferia de Rudolf de Jong com uma série de experiên­cias que apontariam para novos e potenciais sujeitos re­volucionários. Os sem-terra, sem-teto, desempregados, catadores de material reciclável, indígenas, camponeses, pequenos produtores etc., foram (e algumas vezes ainda são) classificados como “lumpemproletariado”, tendo negado o seu potencial revolucionário. No entanto, é um fato que estes sujeitos despontam como atores impor­tantes e fundamentais nos movimentos sociais e nas lutas de nosso tempo. Junta­mente com trabalhadores e estu­dantes, podem consti­tuir hoje esta importante aliança de classe em torno do projeto revolucionário.
Para este projeto, o conjunto de classes exploradas tem condições de operar, a partir dos movimentos sociais, transformações sociais significativas. O modelo anar­quista de transformação social revolucionária possui aspectos bastante relevantes que podem ajudar a conce­ber esta transformação.
1. Trabalhar as transformações sociais por fora do Estado, que não deve ser utilizado como um meio, nem como propõem os reformistas, nem como pro­põem os revolucionários.

2. Reforçar a idéia anarquista de defender a ideo­logia dentro dos movimentos sociais e não o contrá­rio, quando os movimentos funcionam como correia de transmissão de um partido ou uma ideologia deter­minada.

3. Sustentar uma interação complementar e dia­lética entre a organização política e os movimentos sociais (níveis político e social), em que há desenvolvi­mento mútuo e não há hierarquia e domínio.

4. Reconhecer a inevitabilidade do enfrentamento para a transformação revolucionária, refletindo, de maneira estratégica e tática, como e quando a violên­cia deve ser utilizada, ainda que seja sempre como resposta, e, portanto, uma forma de autodefesa.

5. Conceber formas de atuação que dêem espaço para o envolvimento das bases, lutando com o povo e não por ele ou à frente dele.
6. Eleger os melhores espaços para atuar, bus­cando movimentos que agrupem militantes que so­frem de maneira mais dura os efeitos do capitalismo e que podem ser grandes aliados na luta de classes.

7. Buscar as bases dos movimentos sociais, cons­truindo um projeto de organização popular que vá de baixo para cima, ou da periferia para o centro, visando à transformação social revolucionária.

Novembro de 2008

Notas:

1 FARJ. Anarquismo Social e Organização. São Paulo/Rio de Janeiro: Faísca/FARJ (no prelo).

2 Mikhail Bakunin. “Educação Militante”. In: Conceito de Liberdade. Porto: Rés Editorial, s/d pp. 151-152.

3 Fabio López López. Poder e Domínio: uma visão anar­quista. Rio de Janeiro: Achiamé, 2001 p. 83.

4 Rudolf de Jong. A Con­cep­ção Libertária da Transfor­mação Social Revolucionária.

5 Mikhail Bakunin. “Necessidades da Organização”. In: Conceito de Liberdade, p. 137.

6 Mikhail Bakunin. “Os Camponeses”. In: Conceito de Liberdade, p. 119.

7 Mikhail Bakunin. Estatismo e Anarquia. São Paulo: Ima­ginário, 2003, pp. 29-30.

8 Ibidem. p. 47.

9 Errico Malatesta. “Programa Anarquista”. In: Escritos Revolucionários. São Paulo: Imaginário, pp. 13-23.

10 FARJ. Anarquismo Social e Organização.

11 Sabe-se que no Exército Vermelho os desertores eram mortos e que, quando isso não funcionava mais, os bol­cheviques ameaçavam de morte as famílias dos comba­tentes, em caso de deserção.

12 FAU. El Copey. A utilização da palavra “partido” aqui é feita da mesma maneira que o fez Malatesta, que por partido referia-se à organização específica anarquista.